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Papel e Caneta

Papel e Caneta

17
Fev20

Papel e lápis

Ana Catarina

IMG_20200217_140930.jpg

 

A semana passada iniciei e concluí este desenho, pela primeira vez em sei lá eu quantos anos.

Ter de desenhar por obrigação, durante anos, apenas para ter uma avaliação positiva, fez-me perder completamente o interesse. Criei uma espécie de barreira, ou se quiserem, uma muralha da china entre mim e a arte.
Razão pela qual rejeito firmemente todo e qualquer pedido para desenhar seja quem for, mesmo que me ofereçam dinheiro.
Não o faço, recuso-me! Não vou ser hipócrita e dizer que não me dava jeito, mas não estou para lidar com a pressão e o stress outra vez. Detesto ser pressionada, detesto que me estejam constantemente a perguntar se já está terminado. Como já referi noutro post, há umas semaninhas, a arte não pode ser forçada. A inspiração vai e vem…

Sou e sempre fui daquelas pessoas que começa um desenho e que caso não a esteja a agradar passa para outro qualquer ou vai fazer qualquer outra coisa sem ter que me justificar.

Pensar que teria de desenhar alguém por dinheiro, afilge-me, deixa-me com a leve sensação de que vai sempre correr mal, que a pessoa não vai gostar ou que não é bom o suficiente. Prefiro nem lidar com isso. Prefiro não me comprometer. Se desenhar desenho, se não desenhar paciência.

Este desenho foi assim também, encontrei a foto numa rede social e achei tão gira, achei que merecia ficar imortalizada no meu pequenino diário gráfico, que estava em branco desde o dia em que o adquiri há 1 ano e tal atrás.

Tinha trazido o diário comigo para o caso de me apetecer procrastinar e foi o que acabou por acontecer, deixei o estudo para depois, pequei num lápis staedtler, dos básicos amarelos e pretos com a pontinha azul e comecei a desenhar.

Saiu-me isto.

Houve quem gostasse muito, houve quem criticasse instantaneamente. E pela primeira vez, em séculos, não quis saber de opiniões ou "pseudoavaliações". Fiz porque me apeteceu.

Não sabia que ainda conseguia desenhar, questionei-me tantas vezes se tinha mesmo sido eu.

E não é que fui mesmo?
Talvez desenhar, no fundo, seja como andar de bicicleta…. nunca nos esquecemos de todo.

 

PS.: Coseguem identificar esta sardenta gira?

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