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Papel e Caneta

Papel e Caneta

03
Mai20

Mais um...

Como é faço para escolher outro tema para os poemas?

Ana Catarina

I watch you disappear from my story
memories of glory and grace
Golden skies
Rainy days
Hazel nut bright green gaze
Oh Love do I miss that maze

I wish I'd seen it all
Before i took the fall
Falling in love is easy
Falling for you was my misery
If only you knew the fights I had with myself
The way I could barely tell
The way you had put me trough hell
Without doing much
Your presence alone set me in a rush
Love I miss your touch
I'm well aware I never felt it
Still I miss the way my insides melted
At your sight
The way i thought I was yours and you were mine
Forever, baby... I...
I didnt know how hard it would be to let you go
Thought I had it planned head to toe
Rather faster than slow
Now shattered to pieces
We're broken and no bandaid can fix this

27
Abr20

Reflexão

Ana Catarina

Não sei há quanto tempo estou em casa. Sei que já passou mais de um mês. Sinto-me uma Rapunzel, não só por estar constantemente no meu quarto a trabalhar ou a executar uns mil hobbies que estavam “on hold” há imenso tempo, mas também porque o meu cabelo está cada vez maior. Sabem, creio que é uma boa altura para deixar crescer muita coisa.

 

Coisas materiais:

o cabelo,

as alfaces na horta,

a massa do pão,

o bolo no forno,

a quantidade de livros lidos,

o dinheiro no porquinho (sei que para muitos é impossível, não atirem já as pedras)

 

Coisas imateriais:

a sabedoria,

a paciência, (eu sei, eu sei, fácil falar)

a conversa,

a compaixão,

as memórias,

e os laços que nos unem

Especialmente os laços com as pessoas com as quais nunca temos tempo para falar. Se um tem o outro não. Se ambos têm tempo, alguma coisa não está bem… Que deixem de ser as circunstâncias a decretarem o tempo que temos para alguém, que não seja só em pedidos de socorro ou quarentenas que conseguimos arranjar tempo.

Mais do que nunca, estamos a aprender a contar os nossos dias, estamos a aprender que o amanhã é incerto.

Lembro-me de em fevereiro andar triste por não conseguir ir de férias na altura que queria (no verão) e agora vejam só... Provavelmente ninguém vai de férias. Valeu-me a minha preocupação? Valeram-me as dores de cabeça? 

O nosso problema é acharmos que estamos no controlo, quando, na verdade, nunca estivemos.

Damos voltas e voltas, cansamo-nos psicologicamente por infimas coisinhas. Para chegar um bichano que nem conseguimos ver e, este, nos ensinar a pôr as coisas no lugar.

 

Por falar em pôr coisas no lugar, tenho ouvido sobre tantas outras que estão fora do sitio por causa da quarentena. Tantos divórcios... Custa-me pensar que um ambiente familiar pode ser insuportável a tal ponto. Compreendo, mas custa-me que deixem de tentar, como já referi a quarentena é um bom tempo para crescer, especialmente enquanto pessoa, equanto casal, enquanto familia. Não, não é fácil, ninguém disse que era fácil, mas não custa tentar. Custa mais quando isto passar olhar para trás com pesar por não se ter tentado mais uma vez.

 

 

06
Abr20

Mais um poema

Ana Catarina

Não me interessa tocar muito
Se o muito que toco não toca em ti

Não me interessa escrever
Se esse tanto que escrevo
Não se lê por aí

Talvez de um jeito singelo
Esse sorriso amarelo
Que sempre trazias
Fosse mais claro que todas as melodias que ouvias
para mostrar que não estavas nem aí

Mas olha que eu estava
Só não sei bem onde
Se na Austrália
Ou numa fortaleza, num esconderijo
Contei que estivesses por lá também
Não foi um espanto quando não te encontrei

Nunca te quiseste esconder
Não faz o teu estilo
Não é que o tenhas
Ou que eu tenha reparado
E Se o fiz foi sem querer
Querendo sem saber
Porque o pouco que sabia
Já estava do outro lado

Nessa terra calma de tão agitada que é
Duas ondas aí já enchem a maré
Não é preciso muito
Muito menos mergulhar
Para ver que o mar é fundo
Demais para se navegar
Só molha os pés quem tem coragem
Os outros de longe pensam que é uma miragem
"Aqui só entra quem sabe nadar
E mesmo esses têm medo de se afogar"
Quem entra não sai igual
Conhece da vida
Algo essencial
Sai mais rico, mais feliz
Por ter sido do amor um fiel aprendiz

03
Abr20

Peter Pan

Ana Catarina

My Peter
My Peter Pan
Tell me it wasn't all in my head
When we flew through the stars
Second on till morning
Mourning is all I've been doing I swear
I remember you chasing your shadow
Guess it should have been a clue
When even your own shadow
Runs away from you

I thought Neverland was forever
When I saw that pirate's cave treasure
My heart, I wish I'd known better
Lost boys aren't actually lost
They chose their fate
And all it cost
Was leaving their love behind
Peter oh my Peter
Now I know this is goodbye

Out of all the things from Neverland I wish I could keep
My heart intact would be the one I'd really need

 

30
Mar20

Devaneios 2.0

Ana Catarina

Limpa-se tudo menos as memórias

menos as coisas por dizer

que ainda habitam em nós.

Quem me dera que fosse uma ordem do governo também

quem sabe me dissesse esse alguém

que valeu a pena

tantas noites em branco

tanta conversa

tanto poema

tanta coisa dita,

um mero problema

que virou emblema

daquilo que em nós fica

e ainda hoje nos impede

ainda nos trava

e por vezes queima como a lava

saber que não há nada mais a se fazer.

 

13
Mar20

Desafio de escrita dos Pássaros #2.7

Ana Catarina
Caros amigos e familiares reunimo-nos hoje aqui  para homenagear alguém que foi e continua a ser tão querido e tão importante para nós.

No entanto queremos informar todos os presentes, de que houve um pequeno imprevisto. Pelo qual somos impedidos de prosseguir com esta cerimónia.

Agradecemos o comparecimento de todos, pois é para nós motivo de muita alegria ver a quantidade de pessoas aqui presentes. É motivo de alegria, superior, para todos, ver que afinal a homenageada está viva e recomenda-se.

Agradecemos, mais uma vez, o comparecimento e esperamos não nos encontrar tão cedo nestas condições.

Bem haja.
12
Mar20

Estado de guerra

Ana Catarina

Cansaço
É o que mais tenho sentido recentemente. Sobretudo cansaço informacional.
Não gosto de ver televisão, não gosto de notícias. Muitas vezes prefiro até viver na ignorância. Olhos que não vêem coração que não sente, a nível da audição acontece exactamente o mesmo.

O problema é que nos dias que correm, é difícil não estar a par.
Não há para onde fugir, nem sítio para nos escondermos.
Em alturas destas a informação ou a desinformação propaga-se de uma forma muito superior ao habitual e depois gera 2 tipos de reações:
O Pânico
Ou o "'Tá tranquilo, 'tá favorável"

Quanto a mim tem dias que nem sei qual dos dois adotar.
A nossa única solução é confiar em Deus e esperar que a cura apareça o quanto antes e que os responsáveis pelo nosso país tomem medidas a pensar na saúde e não na economia. Não estamos em época para egoísmos e interesses. Eu sei que talvez seja mal compreendida mas é melhor perder-se dinheiro do que vidas.

Como os meus alunos têm dito recentemente devido às notícias relacionadas com o fecho dos estabelecimentos de ensino "é melhor prevenir do que remediar".
Não o dizem por quererem ir de férias, pelo contrário no início queixavam-se de terem que possivelmente prolongar as aulas para o verão, preferiam ter aulas, até porque a Páscoa está quase aí... Nada que uma explicação acerca do assunto não os tenha feito entender que é melhor ficar umas semaninhas com mais aulas no verão do que ter tudo doente até lá.

Outra situação, sobre esta pandemia, da qual me tenho apercebido é que os médicos e enfermeiros tornaram-se numa espécie de militares alistados para uma guerra mundial contra um exército forte e invisível.

Sei que existem muitos que não acreditam, mas Deus é mesmo a nossa única esperança em tempos assim. Há paz em meio à guerra, só temos de a procurar.

Quanto a todos os grandes profissionais alistados para este combate, podem contar com as minhas orações. É pouco, mas pode muito em seus efeitos.

06
Mar20

Desafio de escrita dos pássaros #2.6

Ana Catarina

“Oh não, um vírus outra vez.”

Pensei eu ao massajar a testa enquanto lia a mensagem da Olivia a combinar um café para me contar sobre um gajo que conheceu.  Mais do mesmo, é uma constante por aqui. Mas pessoalmente é pior.

O brilho nos olhos dela frustra-me, não por não gostar de a ver feliz, mas por saber como acaba. Não é que eu seja adivinho, mas é que é sempre igual.
E começa sempre com “Lucas!!! Nem sabes!”.  Só que eu sei. O problema é que eu sei sempre. Sei mesmo sem que ela fale. São os olhos dela. Os olhos falam por ela.

Quando ela chega, como o sol depois de uma semana de chuva, com um sorriso que começa no olhar dela e termina no meu coração. Já sei que vem algo que me vai custar imenso engolir. E ela nem sabe.

Com aquele olhar ela consegue demolir qualquer esperança de um dia ser eu o motivo do brilho nos olhos dela. Mas com aquele olhar ela também consegue iluminar uma cidade inteirinha.

Eu faria tudo, para a ver feliz, mas falha-me a coragem. E quando a ganho nunca chego a tempo. As flores acabam sempre por ir para a minha mãe. Que no início estranhou, mas passado dez ramos, começou a acreditar que eram para ela. Anda mais feliz, haja alguém.

Queria tanto abrir-lhe os olhos. Mas não consigo, a Olivia acaba sempre infetada com estes vírus que passam de pessoa para pessoa como se todas fossem iguais. Não são, especialmente ela. É diferente, tão diferente. Eles não veem isso, fazem juras e promessas, alimentam-lhe a esperança e entram como um cavalo de Troia para no fim destruírem tudo aquilo que eu tinha acabado de reconstruir desde a última vez.  

A culpa não é dela, é amável, quer ver sempre o lado bom, tem sempre o copo meio cheio.

É melhor eu encher o meu porque já sei que a conversa vai ser longa.

“Lucas!!!” Sinto-a apressar o passo para entrar na pastelaria, esta, onde lanchamos desde pequenos. Nada mudou, nada muda. Infelizmente.

“Livi” – Levanto os olhos do copo enquanto ela se aproxima e ouço o mesmo de sempre.

“Nem sabes, conheci um rapaz a semana passada, e ainda não parámos de falar é surfista vive em Corona - CA, veio passar férias. Acho que me estou a apaixonar…”  Lá vamos nós outra vez.

28
Fev20

Desafio de escrita dos Pássaros #2.5

Ana Catarina

Um dia feliz em que tudo está igual

Menos as coisas que nos deixam mal

Coisas pequenas ou grandes

Tudo depende do ponto de vista

Feridas que custam a sarar 

Ou corações partidos

Ainda por arranjar

 

Poderia ser hipócrita 

E dizer que não mudava nada

Estou feliz com tudo

Ou pelo menos acostumada

 

É sexta feira

Nem tenho razões para me queixar

Não apanhei filas

O sol apareceu

O restaurante onde fui almoçar estava praticamente vazio

Pus a conversa em dia com a minha melhor amiga

Trouxe nuggets à minha mãe

O trabalho está tranquilo 

Ou estava

Pois só agora reparei

Que são quase 3 da tarde

E eu já nem me lembrava  

Do desafio dos pássaros

Que é para entregar 

Antes que o tempo acabe

 

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